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88% dos brasileiros sabem o que é lixo eletrônico. Metade descarta errado assim mesmo.

  • Writer: Marcelo Gontijo
    Marcelo Gontijo
  • 1 day ago
  • 2 min read

Conhecimento não é o mesmo que ação

Existe uma contradição interessante nos dados sobre lixo eletrônico no Brasil. A pesquisa 'Lixo Eletrônico no Brasil 2023', da Green Eletron, ouviu mais de 2.600 pessoas e revelou que 88% já conhecem o termo lixo eletrônico. Entre as classes A e B, esse número chega a 94%.



Não falta informação. O que falta é a passagem do conhecimento para a prática.


Porque, ao mesmo tempo em que quase todos sabem o que é e-lixo, 3 em cada 5 brasileiros têm pelo menos um aparelho eletrônico fora de uso guardado em casa, segundo pesquisa da Vivo/Telefônica. E metade dos brasileiros descarta resíduos eletrônicos de forma incorreta — no lixo comum ou no reciclável regular — de acordo com levantamento do Datafolha publicado em 2024.


Saber e fazer são coisas diferentes. E essa diferença tem nome: hábito.

O aparelho parado na gaveta


Pensa na sua casa por um segundo. Tem algum celular velho em alguma gaveta? Um carregador que não serve mais para nada? Um fone quebrado que você 'vai jogar fora um dia desses'?


Se sim, você está na maioria. A pesquisa da Green Eletron mostrou que 85% dos entrevistados guardam algum tipo de lixo eletrônico em casa. Não porque querem. Mas porque não sabem bem o que fazer, não têm um ponto de descarte perto, ou simplesmente nunca chegou o momento certo.


O acúmulo em casa é, por paradoxo, uma forma de adiamento — não de solução.


E quando o aparelho vai pro lixo, vai errado

Para quem descarta, o caminho raramente é o correto. A mesma pesquisa da Vivo revelou que apenas 64% dos que dizem descartar o fazem em pontos de coleta especializados. Os outros 36%? Vão para o lixo comum, para o reciclável convencional — ou ficam sem destino definido.


O problema é que eletrônicos não são lixo comum. Chumbo, mercúrio, cádmio, lítio. Quando esses materiais chegam ao solo sem tratamento, contaminam lençóis freáticos e entram na cadeia alimentar. É um impacto invisível, mas real.


O que os dados dizem sobre quem cuida melhor

A pesquisa da Vivo trouxe um dado que vale atenção: pais e mães têm hábitos mais sustentáveis do que a média. Entre eles, 62% descartam nos pontos corretos, contra 48% do total. E 54% dão preferência a marcas com compromisso ambiental, contra 44% da média.

O que isso diz? Que quando existe um senso de responsabilidade — seja com os filhos, com o futuro, com o impacto das próprias escolhas — o comportamento muda. Não é falta de consciência. É falta de estrutura e de hábito.


A Novoto entra aqui

A Novoto não é uma solução de reciclagem. É uma solução de organização — e organização é exatamente onde o problema começa.


Quando você guarda a nota fiscal no momento da compra, o prazo de garantia fica visível. Quando o app lembra da manutenção, você faz antes do problema aparecer. Quando você chega na assistência técnica com tudo documentado, o conserto acontece em vez de o aparelho ir para o lixo.


Cada aparelho que dura mais é um item a menos no comportamento que os dados descrevem. Não muda o sistema todo de uma vez. Mas começa por onde é possível começar: pela sua própria organização.

 
 
 

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