A geração que mais prega sustentabilidade é a que mais gera lixo eletrônico
- Marcelo Gontijo

- 2 days ago
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O paradoxo que ninguém quer ver
A Geração Z é a que mais valoriza sustentabilidade na hora de consumir. 37% dizem pagar mais por produtos sustentáveis — o maior índice entre todas as gerações, segundo pesquisa da EY com 22 mil consumidores no mundo. Seguem conteúdo ambiental nas redes, boicotam marcas que não se alinham com seus valores, falam sobre impacto climático com uma naturalidade que gerações anteriores nunca tiveram.
E ao mesmo tempo: trocam de celular com mais frequência do que qualquer outra geração. Compram mais eletrônicos. Consomem mais rápido.
A pesquisa "Geração Z pelas lentes latinas" mostra que jovens no Brasil apoiam causas ambientais, mas muitas vezes não adotam comportamentos que correspondam a essa preocupação — a prática do consumo consciente frequentemente fica de lado em favor da conveniência.
Não é hipocrisia calculada. É o gap clássico entre intenção e ação — só que agora com muito mais alcance nas redes sociais.
O lixo eletrônico que não aparece no feed
O Brasil descartou 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico em 2024 — crescimento de 15% em um único ano, impulsionado pelo consumo acelerado e pela rápida obsolescência tecnológica. Somos o 5º maior gerador do mundo. O 1º da América Latina.
E na faixa etária de 15 a 25 anos, 57% demonstram falta de informação sobre o descarte apropriado de resíduos eletrônicos.
A geração mais conectada do mundo não sabe o que fazer com o dispositivo que a conecta.
O problema não é só o descarte. É o descarte prematuro.
Aqui está o ponto que some no meio do debate: boa parte do lixo eletrônico que o Brasil gera não estava morto. Estava desorganizado.
Aparelho com garantia que o dono não sabia que existia. Manutenção que nunca foi feita porque ninguém lembrou. Nota fiscal perdida que transformou um conserto gratuito em despesa de bolso. O resultado é sempre o mesmo: troca antes da hora, mais um item no volume que já não para de crescer.
A própria Geração Z tem apostado no mercado de recommerce — smartphones, tablets e notebooks restaurados — como forma de alinhar consumo e consciência ambiental. É um sinal de que a intenção existe. O que falta é estrutura para sustentar esse comportamento no dia a dia.
Organização é o ato sustentável mais ignorado
Reciclar é importante. Descartar corretamente também. Mas o impacto mais direto que qualquer pessoa pode ter é mais simples: fazer o aparelho que já tem durar mais.
Guardar a nota fiscal. Acompanhar o prazo de garantia. Fazer a manutenção antes que vire defeito. São gestos pequenos que mudam a conta — e que a Novoto existe para tornar automáticos.
O gap entre o que a Geração Z acredita e o que pratica não é falta de caráter. É falta de ferramenta. E isso, dá para resolver.
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